Quem somos:

Uma equipe formada por estudantes de Comunicação Social (Jornalismo), que têm em comum o amor incondicional pelo futebol, principalmente o carioca. Pretendemos aprimorar nossas habilidades técnicas e desenvolver a opinião crítica, através da prática e vivência no dia-a-dia do jornalismo.

A equipe é composta por:
Bianca Soares
Caio Lemos
Henrique Coelho
Leonardo Coelho
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Quarta-feira, Abril 15, 2009

Diário das Finais

Segunda, dia 13 de abril

Hoje foi dia de ressaca. Ressaca no mar, que deixou assustados os habitantes da orla carioca, ressaca de chocolate depois da Páscoa e ressaca futebolística para Vasco e Fluminense, que com o perdão da expressão levaram um chocolate de Botafogo e Flamengo, respectivamente. Um aspecto negativo sobre o dia de hoje na vida de inúmeros flamenguistas e botafoguenses foi a impossibilidade de muitos deles irem ao trabalho “zoar” seus queridos colegas devido a greve dos metroviários. Realmente uma pena, até porque depois dos jogos da semifinal, ficou claro quem foram os melhores times do campeonato, os mais regulares.
Pode parecer estranho afirmar isso, afinal, quanto ao Flamengo, quem não lembra da traumática eliminação da taça Guanabara contra o Resende? Não dá pra dizer que o time de Cuca foi regular o tempo todo. Em verdade, é passável dizer que não, porém, depois da semifinal da Taça Guanabara, o rubro-negro perdeu apenas um jogo (contra o Vasco) e demonstrou uma raça que inexistiu no primeiro turno. Raça essa que culminou na elegante e bela atuação do time ontem no Maracanã. Acabou tremendo quem não devia. “Sabíamos que nossa torcida estava decepcionada. Decepcionamos mais uma vez naquela partida contra o Resende. Por isso, voltamos para a Taça Rio sabendo que somente o título seria importante. Teremos esse jogo contra o Botafogo no domingo para conseguir nosso objetivo” Disse Ibson ao Globoesporte.com.
Nos lados do Botafogo, o time mais regular e eficiente do Rio até agora, a palavra, melhor, a frase é “muita calma nessa hora”. Ninguém no clube quer, de novo, nadar nadar e morrer na praia, como aconteceu nos dois últimos anos contra o mesmo Flamengo. Medir as palavras a partir de agora é fundamental, afinal de contas, não é aconselhável irritar um time como o rubro-negro antes de uma final como a que virá nesse domingo.”A fala com o grupo hoje é a Copa do Brasil. Criamos uma situação e precisamos sair dela. Depois de enfrentarmos o Americano vamos falar sobre o Flamengo” Afirmou Ney Franco ao globoesporte.com , lembrando que não se pode colocar a carroça na frente dos bois. Quarta feira o time tem que corrigir o que fez errado contra o Americano se quiser seguir em frente na Copa do Brasil.
Tal jogo pode ser muito bem um divisor de águas na partida de domingo. Explica-se. Há muito se diz que o Botafogo é um time deveras emocional, o que tem suas razões, muito devido ao histórico recente do time alvinegro de “pipocar” na hora de decisões contra times grandes (em especial contra o Flamengo), então no caso de uma eliminação no meio da semana, o time de Ney franco entrará com os nervos à flor da pele, o que pode favorecer, e muito, um time que sabe enfrentar decisões como o rubro-negro. Será que o Botafogo já está maduro o suficiente para voltar ao caminho das conquistas? Veremos a preliminar disso na Quarta Feira.

Leonardo Coelho



Digitado por Equipe Paixão Carioca

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Sábado, Janeiro 17, 2009

O que é Flamengo?

Não sou nem um pouco suspeito de falar do Mengão, afinal nem rubro negro sou, ainda sim, é impossível não se deixar admirar o time e a massa ensandecida que a nutre. Tenho com o Flamengo uma verdadeira relação de amor platônico. Eu, um garoto de seus seis anos, até lá virgem, futebolisticamente falando, me vejo na situação chata que quase todo garoto brasileiro há de passar passou e passa na vida, a escolha do time. Veja bem, para um homem, essa escolha trás profundas e seriíssimas conseqüências para sua vida. Não é brincadeira! De um jeito extremamente sutil, mas ainda sim presente, é possível perceber o quanto do simbolismo de um clube pode influenciar a vida de alguém. Imagine se Charles Schulz (o cartunista do Snoopy) fosse brasileiro e carioca. Não é possível ter certeza de nada, mas é bem crível imaginá-lo, com sua personalidade melancólica e sonhadora como sendo botafoguense. Agora ponha o Carlos Schulz (abrasileirei um pouco) no meio da Massa rubro-negra desde os cinco anos de idade, indo em tudo quanto é jogo, independente se a época é de Zico ou de Obina. Sei lá, acho que o querido Snoppy e a turma do Minduin ia ser BEMM diferente. Eu até consigo imaginar o Carlos Brown (Charlie Brown) um pouco menos pessimista, e muito mais esperto, se bem que isso é pelo fato de ser carioca, e não pela escolha do time.
Diz um ditado que o individuo é inteligente e a massa é burra. Concordo plenamente. Um individuo se move pela razão da sua consciência, enquanto a massa se move pela falta da existência de uma consciência coletiva. Entretanto, apesar de não ser isso que diferencia a “Nação” das outras torcidas, a consciência existe sim, e só tem uma regra e premissa básica, que é torcer pelo mengão acima de tudo. Veja bem, em todas as torcidas a relação é basicamente essa com o time, torcer, mas seria simplista da minha parte dizer apenas isso. Há, historicamente, relações distintas e complexas que se escondem sobre o véu da paixão, que é igual em todas as torcidas, por mais que se discuta isso, o que não é muito aconselhável, diga-se de passagem, porque paixão afinal de contas não se discute. Veja só, cá estou eu, um gremista apaixonado, falando de um time que eu admiro muito, mas pelo qual eu NUNCA torceria ou irei torcer. Pra mim o Flamengo é aquela mulata do morro, com coxas grossas, cor de terra, sorriso de marfim que pára o trânsito, os pedestres e até a flora e a fauna. É uma pena que essa mulata não me conquistou mais cedo, mas não posso reclamar agora, pois estou muito feliz com o meu atual relacionamento clubistico.
Analise bem o titulo dessa parca crônica, eu não coloquei o artigo “O” antes da palavra Flamengo, por quê? Na verdade não é culpa do meu analfabetismo funcional (eu leio em voz alta o texto que me vêem a mente, alguém copia e eu assino), mas sim da impossibilidade para um não-flamenguista explicar o que é O Flamengo, o que significa torcer para esse time. Diz a gramática que um artigo precede um substantivo, para determiná-lo ou indeterminá-lo, ai observa-se que eu poderia ter usado um artigo indefinido, mas cá entre nós, ia ficar fonética e estilisticamente horrendo. Então resolvi não usar, e acho que fiz bem. Se nem os próprios rubro-negros podem defini-lo, imagine eu então, um gremista-curitibano-candango-e-carioca.
Entretanto, a tentativa precede o acerto, apesar de que na maioria das vezes precede o erro mesmo. Mas ainda sim quero tentar. Afinal, O que é Flamengo?
Flamengo é a alma do povo carioca, suja, suada, desdentada e feliz. É a ignorância do medo, da dor e da razão e o saber do amor eterno pelo rubro e pelo negro, é o samba de terreiro, pagode no morro, churrasco na laje, um domingo no piscinão. É o branco do concreto com o negro da terra batida dos morros. É o maior do mundo cheio num dia em que Deus e São Pedro não estão pra conversa, é cantar e gritar até a garganta arder seja com Zico e cia seja com Dimba e companhia. É Leblon, Ipanema, Grajaú e Rocinha. É São Gonçalo e Joá, Barra e Jacarezinho. É ser o mais odiado e invejado do Rio e, porque não, do Brasil. É ter todas as cores possíveis e imagináveis, mas saber que o rubro e o negro são os que contam. É saber que os tempos áureos passaram e continuar a ser otimista com o futuro. É ter os dirigentes que tem e NUNCA ter caído pra segunda divisão. É ter um novo Zico a cada semestre. É ser fã de Obina!!!. É viajar de Oiapoque ao Chuí pra ver o time jogar a Copa do Brasil ou viajar até do México ao Chile ver a Libertadores. É ser tri campeão com gol de falta aos 43 do segundo tempo. É ouvir de muitos que seu time está acabado e calar a boca dele com uma goleada acachapante com os piores jogadores possíveis. É ser o único campeão mundial do Rio, é ser Penta Brasileiro, com asterisco ou sem asterisco. Ser Flamengo é mais que um hobby, é um prazer. Ser Flamengo é mais que um prazer, é um dever. É um símbolo de amor, de desprezo, de ódio, de superioridade ingênua, mas bastante honesta, e muito pouco humilde. É ter grandes ares mesmo em época de vacas magras, e achar que a caravela está se despedaçando mesmo ganhando tudo. Ser Flamengo é não entender o porquê de ser Flamengo, é apenas ser, e amar ser.
Pergunte-me agora porque pocilgas eu fiz esse texto para o rubro negro e não para o Grêmio. Veja bem, pra que falar de algo que amo se eu posso fantasiar sobre algo que eu não vou ser, apesar de admirar? Os poetas nunca escrevem sobre suas patroas, só sobre as suas amantes. Não é exatamente assim, mas a metáfora cai relativamente bem hehehe.

LC.



Digitado por Equipe Paixão Carioca

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Sábado, Janeiro 17, 2009

Estou escrevendo sobre esse assunto, "pouco relacionado" ao futebol, como podem ver hehehe, pois acho importante refletir sobre as situações em que vivemos atualmente.

Sem inocentes


Não há inocentes entre Hamas e Israel. Todos são igualmente culpados pela situação catastrófica na qual AMBOS promoveram e iniciaram. O Hamas por não ceder à luta armada e se “esconder” entre a ai sim inocente população palestina (coloco entre aspas porque no espaço físico da faixa de Gaza é impossível não atingir inocentes) e Israel por dar uma resposta desproporcional, ainda que politicamente justificável.
Israel tem razão quando diz que o Hamas estava se armando para perpetuar ataques à territórios Judaicos ao sul de Israel. É fato que o braço armado do Hamas estava conseguindo apoio bélico de outros grupos e países, como Líbano, Síria e Irã, através de túneis que ligam a Faixa de gaza ao Egito. Apesar da mídia Israelense ser conhecida pela sua EXTREMA parcialidade, não é preciso ter mais que dois neurônios para saber que o Hamas obtinha sim, de algum jeito, seja qual fosse, ajuda de grupos árabes anti-semitas para atacar assentamentos hebraicos. O ódio destes para os judeus, em certo grau até compreensível, por tudo que aconteceu desde a criação de Israel até hoje, faz com que uma resposta desses fosse apenas questão de tempo.Israel, que, por sua vez, em boa parte de sua história adotou a ação preventiva e sistemática contra os Fedayin, quer aproveitar a oportunidade para minimizar futuros ataques e passar uma mensagem ao Hezbollah, que tem praticamente um Estado próprio no sul do Líbano. Infelizmente essa mensagem se dá em tons rubros de sangue inocente e negro de fuligem.
Longe estou de apoiar um lado ou outro nessa guerra temporária. Acho desprezível execrarmos o Estado Israelense em prol de uma causa palestina que foi BASTANTE desvirtuada não só pelos judeus, mas principalmente pelos próprios palestinos, seja do Fatah, que se “desmilitarizou” (não tem nada de errado com essas aspas) seja do Hamas. O nível de manipulação destes nas informações por nós recebida é revoltante, uma rápida visita ao site da Mídia independente ( http://www.midiaindependente.org/) pode facilmente mostrar o que integrantes desses grupos fazem. Manipulação de fotografias, contaminação de áreas de bombardeios, deixando rastros mentirosos e que influenciam a opinião pública estrangeira contra Israel e fortalece não a causa palestina, mas sim a causa terrorista. Um exemplo é foto de um Ursinho de pelúcia (completamente limpo e branco!!!!!) colocado estrategicamente no meio dos destroços de um prédio, a fim de fazer você que está ai no seu sofá pensar “ Nossa, os Judeus estão matando criancinhas. Que horror!!” para depois voltar domingão do Faustão. Alguns reiteram que eles estão apenas combatendo fogo contra fogo, jogando o mesmo jogo dos Israelenses...E depois estes mesmos perguntam o porquê da guerra e saem em pseudo-passeatas pela paz. Não dá pra agüentar. Enquanto ambos os lados se consumirem pelo ódio atual e de seus ancestrais, aquela região estará sem futuro, por mais que o sol continue nascendo toda manhã.


LC.



Digitado por Equipe Paixão Carioca

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Segunda-feira, Janeiro 12, 2009

Hora de Previsões

Campeonato Carioca

Primeiramente eu analisarei os quatro principais times do estado, para, posteriormente, dar o meu palpite para Campeão Carioca de 2009.


Botafogo:

Principais contratações: Teco, Juninho, Maicosuel e Reinaldo

Principais perdas: Jorge Henrique, Túlio, Renato Silva, Lúcio Flavio, Wellington Paulista e Diguinho.

O time de General Severiano sofreu perdas enormes para a temporada 2009, três dos melhores jogadores do time em 2008, Jorge Henrique, Túlio e Lúcio Flávio partiram para o futebol paulista, sem contar outros três importantes titulares da temporada passada, Wellington Paulista, Diguinho e Renato Silva. Com isso, Ney Franco vai ter que quebrar a cuca (sem trocadilhos, por favor) para reformular o time da estrela solitária. As contratações, ao menos até agora, não foram de todas ruins, apesar de ainda não cobrirem as perdas sofridas. O zagueiro Teco já provou ser um bom jogador no Grêmio durante a Libertadores de 2007 e quer provar seu valor, já que quando voltou ao Cruzeiro pouco foi aproveitado. Maicosuel, revelado pelo Paraná e pouco usado por Vanderlei no Palmeiras também se mostra uma contratação se não maravilhosa no mínimo interessante para o Botafogo, já que jogará numa posição parecida com a de Jorge Henrique ano passado. Juninho é um coringa no deque de Ney Franco, já que pode ser usado tanto de zagueiro quanto de líbero caso seja necessário. Apesar do ano apagado em 2008 pelo São Paulo, muitos se lembram de sua boa passagem pelos lados de General Severiano em 2007, então o garoto não terá problemas de adaptação. Já Reinaldo, como todo mundo sabe, é cachorro velho, bastante conhecido pelos clubes brasileiros. Jogou por Flamengo, São Paulo e Santos, e pelo menos nos dois primeiros, foi relativamente bem, fazendo duplas memoráveis com Adriano e Luis Fabiano.Não chega a ser uma contratação impactante, mas com certeza pode vir a ser benéfica para um time em total reformulação. Uma coisa que me preocupa nesse time é a falta de jogadores experientes. Existem muitos jogadores extremamente jovens e inexperientes no elenco, os pouco mais calcados são Juninho, que está voltando agora, o próprio Reinaldo, que nunca jogou no time e, portanto não sabe como é o clima dentro do Clube, e Leandro Guerreiro, que talvez seja a melhor opção para capitão dessa temporada, desde que se mostre apto a isso.
Analisando até agora, fica difícil acreditar que o Botafogo possa ganhar o estadual com o time, ou falta de, que ainda possui.É preciso esperar até o ciclo de contratações estar terminado para visualizar minimamente um time-base sem cair na perigosa terra da hipótese. Porém, um ponto extremamente positivo há de ser realçado, a comissão técnica do ano passado foi mantida, então o trabalho competente de Ney Franco e Cia. , independente de suas ideologias futebolísticas, será mantido, o que num time imediatista como o Botafogo é um fato ímpar, e igualmente honrável por parte da diretoria.


proximo: Flamengo

LC



Digitado por Equipe Paixão Carioca

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Segunda-feira, Janeiro 05, 2009

O Que é o São Paulo tem?

Para demonstrar meu assombro, e paradoxalmente a falta desse, com a dominância tricolor no Brasil nos últimos anos eu primeiramente estava pensando em parodiar a canção “o que é que a baiana tem?”, do nosso saudoso Dorival Caymmi. Eu começaria assim:

“O Que é que o São Paulo tem?
O Que é que o São Paulo tem?

Tem time de primeira tem!
Armação de campeão tem!
Treinador rabugento tem!
Papa taças como ninguém
Como esse time joga bem...”.

E por ai iria, sem muita imaginação e ousadia. Por isso resolvi parar logo naquele “bem”. Percebi que não ficaria bom e que eu teria que me esforçar para deixar a música métrica e ritmicamente perfeita, mas a pergunta inicial persiste. Afinal, o que é que o São Paulo tem?

A resposta se resume a basicamente uma palavra. Organização. Mas será que só isso explica os três títulos brasileiros seguidos, a libertadores e o mundial? Não. Seria simplismo se dissesse que sim, mas em um país onde a gente acha que sempre se “dá um jeitinho”, o modelo de gestão quase europeu do São Paulo, que preza a estrutura, a cooperação interna, contratações realistas, trabalho árduo, e, principalmente, uma boa dose de paciência faz a diferença.

Estrutura

É fato que a estrutura do São Paulo é reconhecidamente boa, e pioneira. Foi um dos primeiros grandes times brasileiros a investir em infra-estrutura. Desde 1988 o time possui um CT em Barra Funda, sem contar a referência que é o Reffis, que além de ajudar jogadores a recuperar sua forma física também é uma vitrine para boas e baratas contratações, em boa parte dessas empréstimos. Adriano, Cicinho, Kaká, entre outros já passaram por lá depois de alguma contusão. A formação de categorias de base também é exemplar. O CFA, centro de formação de atletas, que se localiza a trinta minutos do Morumbi, tem capacidade para quase 95 atletas, os quais tem uma política organizada e que até agora se provou responsável com a proteção dos atletas do clube. O que muito se discute aqui no Rio é sobre a pressa com a qual os times lançam suas promessas. O São Paulo, pelo menos na maioria dos casos, os lança apenas quando eles atingem uma certa maturidade não apenas física, mas também psicológica, e, no fim, isso acaba fazendo a diferença entre um Breno e um Lenny, por exemplo.

Contratações Realistas

Muitos reclamam da política de contratação do São Paulo, dizem que é antiética, que se intromete nos negócios alheios. Sejamos sinceros, e realistas. Você é um jogador que está em ascensão depois de um bom campeonato, de repente um grande time do Rio ou de Minas resolve tentar sua contratação. Reuniões aqui e acolá, números chovendo por tudo quanto é lado. A proposta é boa. Ótimo, vamos assinar. Porém, nesse instante um representante do São Paulo chega. A proposta é basicamente igual, mesmos números, mesmo salário mensal, contudo, analisando friamente, caso a paixão não entre em campo, esse time nos últimos três campeonatos brasileiros disputados ganhou todos, joga a Libertadores todo ano, tem estrutura infinitamente melhor, mantém tanto a equipe de jogadores quase intacta (perdendo um ou dois por ano, no máximo) como também os profissionais de coordenação técnica. Agora, avaliando apenas esses aspectos, com qual time você assinaria? Talvez utilizando esse exemplo as pessoas entendam o porquê do São Paulo contratar tanta gente boa. Não é questão de dinheiro apenas, mas questão de investimento profissional.
Boa parte do sucesso do time do Morumbi em contratar também se deve aos profissionais que fazem parte da administração do clube. Foi-se o tempo do semi-amadorismo, na qual alguns poucos, normalmente pessoas pouco instruídas, que amam o clube de coração na medida inversa que conhecem a complexa estrutura e indústria na qual o futebol se tornou. Entra quem tem competência para cumprir o papel à qual ele foi destinado. Simples assim.
Agora uma coisa que sempre chamou atenção, a paciência. Desde a época de Telê o São Paulo não ganhava absolutamente nada. Até me lembro daqueles idos de 2001, 2002, quando o time chegava mas pipocava na decisão. O Clube tremeu mas não cedeu, continuou sua política interna para, a partir de 2005 conquistar praticamente tudo. No país em que tudo se dá um jeitinho no final, na pressa e mal-feito, isso é um soco no estômago de muitos.

O que é que o São Paulo têm? Acho que seria mais fácil perguntar o que os OUTROS não têm. Entretanto, se eu fizesse isso eu teria que escrever um livro gigantesco.

LC



Digitado por Equipe Paixão Carioca

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Domingo, Dezembro 28, 2008

Ronaldo, Boma ye

Li hoje essa noticia, cujo titulo era o seguinte.”Entre sorrisos e caretas, Ronaldo treina embalado por documentário sobre Ali”. Boa pedida, pensei a inicio. Um grande ex-atleta se inspirando em outro grande e aposentado atleta para voltar a fazer o que faz melhor, gols.
Imagino Nazário, entre flexões e abdominais, pingando do suor doce e inebriante do esforço vendo e ouvindo o documentário sobre aquele pugilista americano, cujo nome, fama e realizações deve soar estranho e ficcionais até mesmo para o conhecimento de alguém que rodou o mundo como o nosso Fenômeno, (mas não o seu próprio, através do estudo). “Esse cara realmente lutou doze assaltos com o maxilar quebrado?” Deve ter se espantado, quase não acreditando. “E realmente foi impedido de fazer o que mais gostava ao se recusar a lutar numa guerra que não era a sua?” “Uau”, pode ter pensado o gordinho da fiel, sentado na cadeira, esperando o cansaço deixar seu corpo que outrora corria a hercúleos 30 quilômetros por hora na direção do gol. “Realmente, próximo dele eu não sou nada, um mero zero a esquerda”. E isso enquanto empurrava, com caras e bicos o peso programado na sua fisioterapia diária de recuperação muscular. Às vezes, perceber sua própria miséria é o primeiro passo para o sucesso futuro.
Ambos são filhos de épocas distintas. Um é rebento da explosão da consciência negra americana, no calor político e cultural dos anos 60. Já o outro é nascido do ventre de uma falsa democracia racial e social, que se impõe sob o conluio de toda uma sociedade cega, muda e surda, que se isenta de suas responsabilidades e se afunda no seu próprio conformismo. Um brotou de uma época turbulenta, violenta e caótica, na qual questionar o status quo era a palavra de ordem, enquanto o outro cresceu no começo de um processo de alienação geral da população, através dos motes “Diversão, diversão, diversão” e “Consumo, Consumo, consumo”.
Os dois, apesar das enormes diferenças, chegaram aonde chegaram através de seus próprios feitos. Dando o seu suor e o seu sangue à sua causa. O que os diferencia então? Suas ações, sejam elas reprováveis ou não. Muhhamed Ali, por exemplo, aderiu à Nação do Islã, comandada por Louis Farrakhan e que teve como apoiadores pessoas como Malcom X e Kareem Abdul-Jabbar. Dentre as várias posições de gosto duvidoso dessa seita devemos salientar algumas, como a criação de um Estado Nacional Negro dentro dos EUA através das armas, se necessário, e a superioridade negra sobre as outras “raças”. Sem contar um intrínseco apoio anti-semita, que prega a não existência do holocausto judaico e edita obras de caráter preconceituoso, como “Os protocolos dos sábios do Sião” e “O Judeu Internacional”. Felizmente, Ali rompeu com o grupo radical e passou a pregar uma atitude mais pacifista, centrada nos ensinamentos do islamismo ortodoxo, que segue até hoje. Com isso, e com outros feitos de notável sensibilidade humana e esforço físico acima do comum, Ali se tornou um exemplo não só de esportista modelo como também de pessoa, o que é deveras raro.
Já o Fenômeno atingiu a fama numa época em que posições políticas e ideológicas não faziam mais tanto a diferença, o que é uma faca de dois gumes. Ao mesmo tempo em que não é preciso tanta coragem, consciência e responsabilidade social também não se faz essencial o estudo nem o esforço intelectual para compreender e tentar mudar o mundo injusto que nos cerca. Não tenho certeza se o que irei escrever é verdade, mas me disseram que Ronaldo afirmou que seu primeiro filho, Ronald, prestes a nascer, não precisaria estudar, pois ele já teria dinheiro suficiente para viver bem para o resto da vida. Espero eu que seu pensamento quanto a isso tenha mudado, pois acho que já se passaram quase dez anos desde essa suposta frase e normalmente as pessoas amadurecem com o tempo, mas a doença da ignorância é a mais difícil de ser curada. Ainda sim, Ronaldo é um exemplo de perseverança física e, porque não, psicológica também. O que aconteceu com ele entre 99-2002 foi digno de incontáveis crônicas, textos e livros sobre como superar os desafios e as adversidades da vida. Falaram que estava acabado, que era um ex-jogador, que nunca jogaria no mesmo nível novamente. E como ele respondeu? Do jeito mais maduro possível, se esforçando, indo além do seu métron e construindo uma das mais belas páginas não só do futebol como também de toda a história do esporte.
O que veio depois todo mundo sabe, não é preciso que eu escreva aqui. Problemas atrás de problemas, fiasco seguido de fiasco sem misericórdia ou pedido de pausa. A ida pro Corinthians tenta fazê-lo voltar ao foco, à essência daquele careca que todos nós gostamos de ver jogando. Assim como Ali, que driblou todas as adversidades possíveis e imagináveis chega a hora do Fenômeno mostrar mais uma vez porque nós ainda o chamamos assim. E, como Ali correndo nas ruas miseráveis de Kinshassa, capital do Zaire, ao som de “Ali Boma ye” que quer dizer, quase literalmente, Mate-o, Ali, se referindo a George Foreman, seu oponente, eu serei o primeiro a gritar “Ronaldo, Boma ye ” para ele caso este faça por merecer, mais uma vez, contra seus adversários.


L. Coelho



Digitado por Equipe Paixão Carioca

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Quinta-feira, Dezembro 25, 2008

Dunga. Canalha ou peão?

Nunca morri de amores por Dunga como técnico. Tenho que admitir que seu estilo de jogo, deveras covarde e defensivo (e análise essa vinda de um gremista retranqueiro convicto), além de inexperiente, me irrita profundamente. Com ele no cargo eu perdi o tesão de ver jogos da seleção, não há UM jogo sequer que eu consiga ver os noventa minutos sem ou dormir ou trocar de canal. Nos tempos de Dunga, como é bom ter tv à cabo!!!
Agora uma noticia de ontem me aborreceu profundamente, tão profundamente que me fez sair do marasmo infértil das férias para escrever aqui, nesse blog amplamente visitado por fantasmas da rede, invisíveis e anônimos. Dunga pode levar Amauri para a seleção. Nenhum problema até ai, mas lendo a noticia publicada pelo globoesporte.com observamos a ingenuidade ignara, quase interiorana, do capitão do Tetra. “O Julio César me sugeriu a convocação do Amauri”. Ora essa caro leitor (não escrevo leitores porque não tenho ilusões), já faz algum tempo que o bom-mas-nada-de-especial Amauri vem fazendo seus golzinhos na Itália. É um daqueles típicos goleadores ogros. Forte, bom cabeçeador e, principalmente, rompedor, que consegue penetrar as quase inexpugnáveis defesas italianas, com seus zagueiros com, no mínimo, 3x4 metros. Em suma, é um tanque, parecido com Adriano nos seus melhores dias de Inter. Acontece que tal convocação decorre justamente na época em que Lippi, o técnico da Azzura, reflete sobre a possibilidade de pedir ao atacante que se naturalize italiano, para assim defender a seleção tetracampeã. Não sei se Dunga é maldoso o suficiente para fazer o que eu penso que ele vai fazer, que é queimar o pobre garoto em duas seleções, entretanto sei, de tudo que eu, e o Brasil inteiro, percebemos, que ele é ingênuo e manipulável o suficiente para fazê-lo.
Observe que não quero colocar o Amauri num patamar inferior. Ele é um jogador mediano, que faz (e vem fazendo) seu trabalho direitinho e com toda a dignidade do mundo. Desde o “começo” no Chievo até sua chegada à Juve, passando pelo Palermo, marcou 51 gols em 152 partidas, média de 0,33 gols por partida. Não é uma média espetacular, mas para os padrões italianos de bola na rede até que está bem respeitável. Entretanto, Dunga nunca sequer especulou chamá-lo, e justo agora, quando aparece uma boa oportunidade para o homem que sequer conseguiu jogar no Brasil jogar, e provavelmente ser titular, numa das mais tradicionais escolas do futebol mundial, o que ele faz? Ameaça chamar o garoto, confunde-lhe os miolos e faz renascer um sentimento patriótico no esquecido ítalo-brasileiro. E pra que? Para usá-lo em possivelmente UM jogo só (talvez contra a própria Itália, num amistoso em Londres ano que vem) e nunca mais lhe dar uma chance. Seja sincero leitor, levante a mão quem acha que o Amauri vai fazer sucesso na seleção Brasileira. Agora quem acha que ele faria mais sucesso na seleção Azzura bata palmas. Isso não é uma questão de patriotismo, e sim uma questão de reflexão e sinceridade. Com a quantidade de atacantes razoavelmente bons que temos à disposição, será que um jogador como Amauri tem chance de virar titular da seleção canarinho? Óbvio que na teoria já temos um pré-discurso fabricado “Qualquer um pode vir a ser titular, porque na seleção não existe lugar cativo e...blábláblá” Você conhece o que vem a seguir. Contudo, que vale seguir à risca a teoria se na prática a coisa é outra? Quem segue teoria é matemático e físico, técnico de futebol não deve, NÃO PODE seguir a hipótese.
Será Dunga um canalha ou um mero peão, que se move de acordo com o desejo dos outros?

Feliz natal aos nossos um leitor e meio, e um feliz ano novo. Tentarei escrever um texto a cada 3 dias a partir de agora, para, assim, não perder o jeito hehehehe. Quando o estadual voltar acho que terei algo inédito pra você. Abraços

Leonardo C



Digitado por Equipe Paixão Carioca

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Terça-feira, Dezembro 09, 2008

(primeiramente perdão pela demora de postar, se é que alguem notou isso uhauhauhaauh)


Mais um brasileirão acaba, mais uma vez o São Paulo ganha o caneco, mais uma vez o Flamengo fica a ver navios e mais uma vez...quero dizer, pela primeira vez veremos caravelas portuguesas aportarem no porto da segunda divisão.
O Tricolor Paulista foi à Gama, cidade satélite de Brasilia enfrentar o Goiás. Houve muita confusão pré-jogo, com direito a troca de arbitro e tudo, só esqueceram de modificar o bandeirinha, que legalizou o gol de Borges impedido, que,no fim, acabou valendo o título ao time do Morumbi. Terceiro seguido e sexto no geral. Duplamente inédito.
Grêmio e Cruzeiro fizeram sua parte e venceram em casa, sem muitas dificuldades e terminam o ano de bem com suas torcidas e com a sensação de superação e dever cumprido. Já o palmeiras saiu com um gostinho de que poderia ser melhor, bem melhor, e quase deixou escapar a vaga pra Libertadores ao perder para um desmotivado Botafogo lá no Palestra. Sorte pra Luxemburgo que anjos da guarda existem sim, e vestem rubro negro. A gente só não sabe qual é exatamente, se é o Flamengo, que parecia mais querer perder para que o rival Vasco fosse rebaixado ou o Atletico Paranaense, que lutou valentemente para ficar na primeira divisão, e conseguiu.
Já o Fluminense , que podia ficar no prejuizo de não se classificar pra absolutamente nada, conseguiu uma vaguinha na Sul americana ao empatar com o decrépito Ipatinga.? E o Vasco? Bem, pra não abrir feridas recém cicatrizadas, falarei o seguinte. Que volte a ser o que sempre foi e no lugar em que sempre deveria ficar, que é a serie A.


Seleção do campeonato


Rogério Ceni- O que lhe falta em habilidade, ele compensa em treinamento e experiência. Melhor JOGADOR do Brasil

Vítor- Bem que podia ter jogado bem contra o São Paulo, mas foi consistente o ano inteiro.

André Dias - O melhor zagueiro do campeonato.

Réver - Uma incógnita que deu certo.

Juan – Na falta de gente melhor, foi o melhor, e muito melhor que os outros. (perdão pela repetição hehehe)

Hernanes – Merece seleção. Seriedade, força e consistência.

Ramirez – Melhor jogador do Cruzeiro no Ano. Mais um que merece a amarelinha.

Tcheco-Jogador símbolo de um time desacreditado que chegou longe. Cérebral e infernal ao mesmo tempo

Alex – Como joga esse garoto de vozinha fina.

Borges- O melhor jogador do Segundo turno inteiro, sem sombra de dúvidas

Keirrisson – Matador, artilheiro e goleador do ano. Muito pra um guri de 21 anos.


Técnico: Celso Roth – que me perdoe Muricy e seu tri seguido de treinador. Depois de tudo que o técnico gremista ouviu esse ano ele merece mais do que ninguém.





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Terça-feira, Novembro 18, 2008

Renascido dos mortos, o Flamengo voltou à luta pelo título brasileiro após vencer de goleada o instável Palmeiras, que viveu uma semana conturbada, com direito a espancamento de técnico e brigas no elenco. 5 a 2 foi o placar no maraca lotadasso, com 3 gols de Ibson, 1 de Kléberson e 1 de Marcelinho Paraíba. Alex Mineiro e o lutador de vale-tudo Kleber descontaram para o alviverde. Com isso o time de Luxa, de tipóia no braço graças à agressão, praticamente dá adeus ao título, já que está a sete pontos do líder São Paulo faltando 9 pontos para serem disputados. O cruzeiro é outro que deu adeus à taça ao perder para o “rebaixável” Náutico nos aflitos por 5x2 no sábado.
Os dois líderes fizeram nessa rodada o que deles se esperava, ganhar em casa. O tricolor Paulista não deu chances para o fraco figueirense e venceu por 3x1 num Morumbi apinhado de gente e vê cada vez mais perto o inédito tri-campeonato. Mas logo atrás, apenas 2 pontinhos atrás vem outro tricolor, o grêmio, que venceu sem muitas dificuldades um descompromissado Coritiba no Olímpico e continua na cola, esperando por qualquer vacilo, que pode acontecer rodada que vem, quando o São Paulo vem aqui pro Rio enfrentar um desesperado Vasco em São Januário. Digo desesperado, pois o time está a três pontos do primeiro fora da zona de rebaixamento, que é o náutico. A necessidade de se redimir depois da derrota vexaminosa frente ao Galo na última quarta é enorme. Já o seu companheiro da parte de baixo da tabela, o Fluminense, parece ter chutado pra escanteio a possibilidade de rebaixamento ao vencer a portuguesa no maraca. Ainda assim, o time das laranjeiras enfrenta fora de casa somente Internacional e São Paulo, para apenas na ultima rodada jogar em casa contra o peso morto Ipatinga. Olho Aberto Flu! E o alvinegro, que já está em ritmo de férias, perdeu a cabeça e o jogo contra o Goiás em Itumbiara.


Leonardo Coelho



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Terça-feira, Outubro 21, 2008

Um campeonato emocionante, finalmente.


Tenho que admitir que, em 2003, quando soube que o brasileirão ia perder aquele esquema de finais e passar a ser em pontos corridos, pensei com meus botões: “Vai dar m**** !!! Um time vai disparar e, logo logo o campeonato brasileiro ia ficar que nem os campeonatos nacionais europeus. No máximo 3 brigando pelo titulo e olhe lá.”
Não é preciso dizer que até 2007 muita gente torcia o nariz para os pontos corridos, justo pelo fato que parecia estar emergindo uma elite de times com mais poder financeiro e político, com os times do Sudeste em clara vantagem. Os paulistas, que dos últimos cinco campeonatos venceram quatro, pareciam ser (e são) os mais beneficiados dessa nova ordem do futebol brasileiro, que impõe, à força, uma mínima organização e planejamento. Foi-se o tempo em que um time desconhecido e sem verba, como era o Guarani em 78(pelo menos em comparação com o resto), podia surpreender o país no mata-mata e levar a taça pra casa, como de fato levou. Não que não existam surpresas em pontos corridos, mas são bem mais raras. É como aquele avô contador de histórias que seus pais falam quando recordam de sua infância. Eles ainda existem, mas parecem ter escasseado, junto com o tio playboy e a avó cozinheira. Mas de vez em quando você encontra um desses fósseis por ai.
Ainda não sabemos o legado desse campeonato de 2008, afinal de contas ele ainda nem terminou. E cá entre nós, nem precisa. Cinco times brigando claramente pelo título faltando oito rodadas já é o suficiente pra mostrar que alguma coisa mudou. E pro bem, espera-se.
Grêmio, Palmeiras, Cruzeiro, Flamengo e São Paulo. São esses os times no pelotão de frente do campeonato. Quatro do sudeste. Surpresa? Infelizmente não. O Brasil ainda não é democrático o suficiente para que times do Norte, Centro-Oeste e Nordeste possam equivaler-se financeiramente à eles. Os dois primeiros por causa da falta de tradição histórica de seus times. Quanto ao caso do Nordeste, é pura falta de apoio mesmo. Chega a ser incrível que vários deles, como Bahia, Sport, Vitória, CRB, entre vários outros, ainda não tenham fechado as portas. O caso da região sul é um pouco diferente e precisa de um pouco mais de detalhes. Até a década de 90, praticamente eram os dois times do Rio Grande, Inter e Grêmio que representavam a porção meridional do país, com uma conhecidíssima exceção que foi o Coritiba de 85. Entretanto, a partir da segunda década dos anos 90, seguindo o exemplo pioneiro do Atlético-PR, o futebol paranaense ganhou força e, pouco depois, mas com mais timidez, o futebol catarinense também.
Seria estupidez não admitir que os times do sudeste não têm mais poder financeiro. Tem sim, e bem mais, diga-se de passagem. Agora, porque nesse campeonato isso não parece ter feito tanta diferença quanto nos outros? Por que esse campeonato está tão equilibrado? Como um Grêmio com um elenco que tem pode estar na frente de um Palmeiras ou um São Paulo? Ou como pode um Vitória ou um Sport estarem na frente de Santos e Fluminense, que fizeram planejamentos milionários?
No velho continente, é a mesma coisa que um Middlesbrough ganhar um campeonato inglês ou um Beira-Mar ganhar o lusitano.
Tal questão necessita de um certo conhecimento histórico e futebolístico, obviamente, que boa parte das pessoas não possui. Acontece que o Brasil é um país imenso, confira no mapa caso você tenha um ai na sua casa. Então cada região conseguiu produzir, de um modo interligado, mas relativamente independente, um modo único de jogar e, é claro, seus times-símbolo. Só no Sudeste, a região mais urbanizada e, conseqüentemente, mais homogeneizada futebolisticamente falando, temos dez times. No nordeste temos cinco. E no Sul temos quatro. Não preciso somar porque não sou calculadora, mas está bem claro que o Brasil é bem dispare no que diz respeito a times grandes, ao contrário da Europa.
De um jeito ou de outro isso acaba fazendo o Brasil o que ele é. O país do futebol. Afinal, qual é a graça de torcer por um Sunderland ou um Espanyol da vida? Que títulos eles ganham (com o devido e absoluto respeito a esses times)?
Percebi, após algum tempo no sanatório, que o que me amedrontava nos pontos corridos era justamente isso. O Brasil se tornar o país de dois ou três times. Pelo que temos visto nesse campeonato, estamos no caminho certo para que isso não aconteça.
Fala-se muito atualmente em mudar o calendário para nos adequarmos à medida européia. Mais uma vez estou com um certo medinho aqui dentro. Será que não estamos nos europeizando demais? Por que eles não se abrasileiram um pouco? Cá entre nós, decidam o que decidam, calendário europeu ou não, o brasileiro sempre vai dar um jeitinho de ser o melhor do mundo.

Leonardo coelho




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Terça-feira, Setembro 30, 2008

Cariocas em alerta: o campeonato chega à sua parte decisiva

Os times cariocas, exceto talvez pelo Flamengo, não têm tido tantos motivos para sorrir nesse Campeonato Brasileiro. Enquanto o Botafogo não vence há três jogos, Fluminense e Vasco ocupam respectivamente a lanterna a e a vice-lanterna do campeonato.O Flamengo venceu os últimos dois jogos, contra Ipatinga e Sport, e parece estar de novo na briga pelo título. Por enquanto não se pode dizer com certeza.
O que se pode afirmar é: a possibilidade de Vasco e Fluminense serem rebaixados juntos é de 42%, segundos cálculos do matemático Tristão Garcia, indicando que a tarefa de ambos não será nada fácil daqui pra frente. O botafogo, com os últimos reveses, deixou de lutar pelo título e vê a vaga para a Libertadores a perigo, já que o São Paulo, Goiás e até o Internacional vêm crescendo, sedentos também por essa vaga no G4. O Flamengo, por sua vez, ainda tem parcas chances de título, cerca de 7%, mas a irregularidade do time em momentos decisivos e o fato de ainda estar à procura de um sistema de jogo ideal para o meio de campo e o ataque podem atrapalhar nessa luta. Agora é a hora que a coisa toda se define, e o campeonato fica emocionante como poucas vezes nesse século. É torcer e esperar para ver.

Henrique Coelho



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Terça-feira, Setembro 30, 2008

Eu sou pé frio ( ou o Roth voltou a ser ele mesmo)

É incrível, sempre que eu começo a acreditar no meu time, ele me ferra.
É incrível, sempre que começam a acreditar no seu time, ele se ferra.

Ambas as frases podem iniciar o texto a seguir. Sinceramente eu não sei se eu que sou pé frio ou o Roth é que tem a incrível capacidade de se autodestruir. Ponto para cada teoria não falta.
Dos quatro jogos que eu fui ver do meu time, meu time marcou UM gol, levou 10, incluindo tentos dos craks (craques nunca) Junior Baiano, Welliton e Dimba. Em compensação, sempre que eu ia ver jogos de outros times, em especial o Flamengo, este em 90% dos casos acabava vencendo, a única revelia foi contra o Cruzeiro esse ano. Eu já estou praticamente desistindo de ir assistir os jogos do meu time aqui no Rio, é garantia de tristeza na certa. A fase atual é tão ruim que nem vendo na Tv eu dou sorte. Dos últimos três jogos que acompanhei, meu time perdeu dois, contra Goiás e Inter e empatou contra Atlético-Pr. Ironicamente, os dois que eu não vi, contra São Paulo e Vasco, meu time acabou vencendo.
Mas talvez seja culpa do Roth. Não sei, gostaria de acreditar que sim. Quero continuar a assistir os jogos do meu time sem me preocupar com minhas crendices estúpidas que só aparecem com o futebol. O problema do técnico não é segredo, ele não inovou em nada depois que virou líder. Enquanto todos os outros times suavam pra tentar captar o esquema do grêmio de jogar, o time tricolor não fez nada pra roda continuar girando. Simplesmente achou que todo mundo ia jogar contra o grêmio do mesmo modo que jogaram no primeiro turno, quando o imortal surpreendeu deus e o mundo com sua postura corajosa e relativamente inovadora, que fez o time vencer cinco partidas fora de casa, o que não deixa de ser venerável em todos os sentidos.
O time não cresce, em outras palavras, todo mundo já sabe como joga o grêmio, de cor e salteado e de trás pra frente. Não que os outros times tenham melhorado, pelo contrário, foi o tricolor que piorou, e muito. Não é, como, muitos estão dizendo, uma crise passageira. Não mesmo, é um problema de identidade. Se o grêmio quiser vencer, vai ter que se reinventar. Ainda dá tempo. Só espero que minha onda de pé-frio acabe, e que o Roth não continue sendo teimoso.

Leonardo Coelho



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Sábado, Setembro 20, 2008

Previsões para a 26a rodada

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Goiás 2x1 Santos
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Fluminense 1x1 Coritiba
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Atlético-MG 2x0 Náutico
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Atlético-PR 1x1 Grêmio
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Sport 2x0 São Paulo
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Portuguesa 3x3 Botafogo
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Figueirense 2x2 Cruzeiro
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Internacional 3x0 Vitória
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Palmeiras 1x1 Vasco
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Flamengo 4x0 Ipatinga



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Quinta-feira, Setembro 18, 2008

O Futuro próximo do Vasco da Gama

O Vasco foi eliminado ontem da Copa sul-americana, após perder para o Palmeiras por três a zero em São Paulo. Esse, no entanto, não é exatamente o foco do texto. Ele trata de algo mais amplo, mais profundo e fundamental para o futebol carioca e, porque não, brasileiro: o futuro próximo do Clube de Regatas Vasco da Gama.
Ora, já há alguns anos que o clube cruzmaltino não traz tantas felicidades ao seu torcedor, pelo menos dentro de campo. A eleição de Roberto Dinamite, após um longo imbróglio jurídico-eleitoral, prometia novos ares, um novo caminho após os anos de quase ditadura do ex-presidente e eterno dirigente Eurico Miranda. Porém, infelizmente, o que se vê nos primeiros meses do mandato de Dinamite é uma certa confusão e uma atitude paralisada e impotente diante das limitações do time dentro das quatro linhas e da quase ausência de poder de investimento fora delas.
Os reforços do Vasco para essa temporada não renderam o desejado, em sua maioria, com Leandro Amaral mais uma vez se salvando entre as exceções. Pedrinho e Odvan, contratados recentemente para tentar ajudar o time a sair da zona de rebaixamento do campeonato brasileiro, são incógnitas das quais o Vasco não tem muito como prescindir, simplesmente porque é o máximo que a diretoria pôde conseguir com o pouco dinheiro em caixa que o Vasco possui. Enquanto isso, jogadores como Pablo, boa promessa de lateral, e o meio-campo Morais saíram sem reposições à altura. Ainda houve casos como o de Jean, que chegou a se despedir dos companheiros, mas na última hora foi impedido de embarcar para o exterior, com uma reação chateada do jogador, totalmente compreensível por sinal.
Para completar o quadro de horrores que assombra os arredores de São Januário, o técnico Tita, ex-grande jogador do próprio Vasco, pediu demissão após a derrota da última quarta-feira. Ao que parece, uma negociação com Renato Gaúcho pode ser concluída ainda essa semana. Independentemente de quem seja, o novo técnico terá um trabalho desgastante e muito difícil: o de salvar o clube de segunda maior torcida do Rio de Janeiro e um dos clubes mais tradicionais do Brasil do temido rebaixamento. Seria uma pena, realmente, que um clube tão vitorioso e importante, não só para o futebol, mas para a história da cidade do Rio de Janeiro, enfrentasse um desgosto desses. Mas, se tiver de ser, que seja. Para o bem do futebol carioca, eu e muitos outros esperamos que não ocorra.

Henrique Coelho



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Quinta-feira, Setembro 11, 2008

Previsões para a 25a rodada
Ipatinga 1x1 Atlético-MG
Atlético-PR 2x1 Portuguesa
Grêmio 2x0 Goiás
Cruzeiro 2x2 Palmeiras
São Paulo 1x1 Flamengo
Vasco 3x1 Náutico
Sport 3x0 Figueirense
Santos 2x1Fluminense
Vitória 3x1 Coritiba
Botafogo 2x2 Internacional



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*"Futebol é resultado, o resto é crônica esportiva"*
Nelson Rodrigues